Os primeiros dados sobre publicidade dentro do ChatGPT começam a mostrar como as pessoas estão usando a ferramenta no dia a dia. Um levantamento da Sensor Tower indica que marcas de varejo e supermercados concentram a maior parte das impressões de anúncios exibidos na plataforma.
Segundo a análise, esse setor representa 44% dos anúncios vistos pelos usuários, um número próximo ao observado no Google Search, onde o mesmo segmento responde por 37% das impressões. A semelhança sugere que parte das buscas que antes aconteciam em mecanismos tradicionais está migrando para conversas com inteligência artificial.
Outras categorias também aparecem com frequência, mas em menor escala. De acordo com a Sensor Tower, empresas de mídia e educação representam cerca de 12,6% das impressões de anúncios no ChatGPT, seguidas por viagens e entretenimento com 10,4% e softwares e tecnologia com 11,9%.
Serviços de delivery também começam a ganhar espaço, com aproximadamente 9,1% das impressões registradas na plataforma. Em apenas duas semanas de monitoramento, a empresa identificou mais de 100 marcas diferentes anunciando no ambiente, incluindo varejistas, plataformas de streaming, empresas de software e serviços de entrega.
Esses números ajudam a entender o comportamento dos usuários dentro da ferramenta. Como os anúncios aparecem de acordo com o tema da conversa, as categorias mais presentes refletem os tipos de perguntas feitas ao chatbot.
A predominância do varejo indica que muitas pessoas estão usando o ChatGPT para pesquisar produtos, comparar opções ou pedir recomendações de compra. Na prática, a IA começa a assumir um papel parecido com o de um buscador, funcionando como ponto inicial da jornada de descoberta.
Setores que já dependem de descoberta e comparação de produtos, como varejo, viagens ou tecnologia, tendem a encontrar maior aderência nesse formato. Ao mesmo tempo, a presença ainda limitada de outras categorias sugere espaço para expansão.
Marcas de segmentos como serviços financeiros, educação ou saúde, por exemplo, podem explorar o ambiente antes que ele fique saturado, especialmente em conteúdos ligados a dúvidas, orientação e tomada de decisão.