O uso da inteligência artificial já faz parte da rotina de muitos brasileiros, especialmente no ambiente de trabalho. Um estudo da PiniOn, realizado com 917 pessoas de todas as regiões do país, mostra que um terço dos entrevistados utiliza a IA diariamente. A maioria recorre à tecnologia para tirar dúvidas, com 70% declarando usá-la com esse objetivo. Entre os mais jovens, de 18 a 34 anos, o foco é na educação, enquanto adultos acima dos 35 anos aplicam a ferramenta em tarefas profissionais.
O ChatGPT aparece como a IA mais lembrada, citado por metade dos respondentes. A pesquisa também indica que 67% acreditam já ter conversado com uma IA sem saber, o que mostra o quanto a tecnologia está cada vez mais integrada a interações cotidianas. Ainda assim, os usuários relatam que a ferramenta raramente acerta na primeira tentativa: metade dos entrevistados costuma testar dois ou três comandos diferentes até obter uma resposta satisfatória.
Apesar da adesão crescente, há preocupações: para 45% dos entrevistados, o uso excessivo da IA pode aumentar o distanciamento entre as pessoas. Outros 35% temem ser substituídos no trabalho ou julgados como menos competentes por depender da tecnologia para executar tarefas. Essas percepções revelam que, embora a IA traga ganhos de produtividade, também levanta dúvidas sobre o impacto humano e social de sua adoção.O desconforto com a tecnologia também varia de acordo com o gênero. Entre os homens, 43% se sentem à vontade ao usar ferramentas de IA, enquanto entre as mulheres esse número cai para 33%. Segundo a pesquisa, homens tendem a criar uma relação mais prática com a ferramenta, enquanto mulheres demonstram maior preocupação com a perda da capacidade crítica ao delegar tarefas à máquina.