O TikTok está avaliando a introdução de séries curtas, os chamados “microdramas”, para diversificar sua plataforma e atrair novos públicos. Inspirado no sucesso do Douyin, sua versão chinesa, o modelo apresentará episódios de 1 a 3 minutos, explorando uma nova forma de consumo de conteúdo. A estratégia já gerou resultados impressionantes na China, onde o setor arrecadou US$ 5,2 bilhões em 2023 e projeta atingir US$ 15 bilhões até 2027.
Nos Estados Unidos, a demanda também cresce. Aplicativos como o ReelShort, com foco em conteúdos semelhantes, foram baixados 7 milhões de vezes em 2023. Essa tendência indica que o TikTok deve adotar o modelo do Douyin, oferecendo os primeiros episódios gratuitamente e cobrando assinatura para os demais. Além disso, a empresa considera financiar produções originais, licenciar conteúdos de parceiros como ReelShort e DramaBox, e até negociar com estúdios de Hollywood para ampliar seu portfólio.
A proposta do TikTok reflete o desejo de consolidar seu papel não apenas como rede social, mas também como um hub de entretenimento, aproveitando o consumo rápido de vídeos curtos que já é marca registrada da plataforma. Contudo, o histórico de tentativas anteriores, como o fracasso do Quibi em 2020, serve como um alerta. Na ocasião, o aplicativo não conseguiu atrair e engajar seu público, apesar de levantar quase US$ 2 bilhões em investimentos.
Ao explorar os microdramas, o TikTok aponta para o futuro do entretenimento digital, onde a personalização e a experiência imersiva são prioridades. Marcas e criadores podem se beneficiar dessa mudança ao adaptar seus conteúdos para novos formatos, capturando a atenção de um público cada vez mais conectado e exigente. Resta acompanhar como a plataforma pretende transformar essa tendência em uma experiência sustentável e lucrativa.