As preocupações ambientais estão crescendo, mas nem todos os consumidores encaram a sustentabilidade da mesma forma. De acordo com a pesquisa The Road to 2025, da GlobeScan, que entrevistou mais de 30 mil pessoas em 31 mercados, o público pode ser dividido em quatro grupos distintos. Compreender esses perfis é importante para que as marcas criem estratégias eficazes e conectem suas iniciativas sustentáveis ao que realmente importa para seus consumidores.
O primeiro grupo, os “Anxious Inactives” (28%), se preocupa com o meio ambiente, mas sente que suas ações individuais têm pouco impacto. Para engajá-los, marcas podem simplificar escolhas sustentáveis e torná-las mais acessíveis, como fez a Puma ao lançar um podcast educativo sobre consumo consciente. Já os “Indifferents” (27%) não se interessam pelo tema, a menos que haja um benefício direto. Nesse caso, incentivos funcionam bem, como o programa de recompensas da FairPrice que estimula compras mais saudáveis e sustentáveis.
Os “Enthusiasts” (23%) são consumidores altamente engajados na busca por soluções ecológicas, sendo mais comuns em mercados emergentes. Para esse público, ferramentas como o app de banco Zero, que mede o impacto ambiental dos gastos, são ótimos exemplos de como as marcas podem fornecer informações que potencializam suas escolhas. Por fim, os “Minimalists” (22%) adotam um estilo de vida baseado no consumo reduzido e na consciência ambiental, especialmente na Europa e América do Norte. Empresas como a varejista de plantas Sprinklr captam essa mentalidade ao incentivar práticas sustentáveis, como oferecer folgas extras para funcionários que evitam viagens aéreas.
O grande aprendizado é que não há uma abordagem única para sustentabilidade. Marcas que entendem seu público e personalizam suas ações de acordo com esses diferentes perfis conseguem criar conexões com os clientes e impactar positivamente tanto seus consumidores quanto o planeta.