No cenário atual, em que a Geração Z transita entre excesso de informações e a busca por autenticidade, o marketing da nostalgia tem se mostrado uma estratégia poderosa de conexão emocional. Releituras de produtos, estéticas e referências culturais dos anos 1990 e 2000 têm sido adotadas por marcas que desejam dialogar de forma mais sensível e próxima com esse público. Afinal, revisitar o passado ajuda a construir laços mais fortes com o consumidor ao evocar sentimentos de segurança e pertencimento.
Casos recentes como o relançamento do brilho labial de morango da Avon e a campanha Y2K da Rigolim Hair and Co. ilustram como essa estratégia pode gerar impacto real. A ação da Rigolim, inspirada no universo do filme As Patricinhas de Beverly Hills, alcançou mais de 220 mil visualizações orgânicas nas redes sociais e resultou no maior engajamento já registrado pela marca. Ao transformar memórias afetivas em experiências atuais, essas campanhas criam uma ponte entre o emocional e o comercial com alta capacidade de viralização.
A Seara também apostou nessa lógica ao criar uma ativação nostálgica durante a Gamescom Latam. A marca instalou um estande onde o público podia jogar o clássico Doom em airfryers adaptadas como consoles. Combinando cultura gamer e inovação culinária, a ação reforçou o posicionamento da Seara como uma marca que entende as paixões contemporâneas sem perder o charme do passado. Para a diretora de marketing da empresa, Tannia Fukuda Bruno, essa aproximação natural com o universo pop é o que permite engajar de forma relevante.Mais do que uma tendência estética, a nostalgia está se consolidando como um vetor de inovação. O relatório KES Foresight, apresentado na 10ª edição do evento Knowledge Exchange Sessions, identificou a “Nostalgia Compulsiva” como uma das grandes transições culturais dos próximos anos. Em tempos de instabilidade, revisitar o passado se tornou uma forma de buscar conforto.