Brasileiros passam 11h semanais ouvindo podcasts e videocasts. YouTube lidera descobertas e formato ganha força entre marcas, com alto engajamento e conversão.
Os podcasts e videocasts deixaram de ser nicho e se tornaram parte da rotina digital dos brasileiros.
Com 56 milhões de ouvintes regulares, o país é hoje o segundo maior mercado do mundo em consumo de podcasts, segundo a Emarketer Brasil.
E o dado que mais chama atenção: os brasileiros dedicam 11 horas semanais ao formato — muito acima da média global, conforme a Edison Research.
O que explica o crescimento dos podcasts e videocasts?
Os videocasts, versões em vídeo dos podcasts, são o principal motor desse avanço.
Eles unem áudio, imagem e emoção em uma experiência que combina o melhor do streaming e da TV.
Mais da metade do público afirma ter aumentado o tempo gasto com podcasts em vídeo. E dois terços dos ouvintes semanais dizem que as imagens são essenciais para o conteúdo ser completo.
O formato cria proximidade real entre apresentadores e audiência — uma conexão que o áudio sozinho já não basta para manter.
Onde os brasileiros descobrem novos programas?
O YouTube domina a descoberta.
81% dos usuários afirmam recorrer à plataforma para encontrar novos podcasts e videocasts. Na sequência, aparecem Instagram e Spotify.
O consumo é majoritariamente feito pelo smartphone, mas as smart TVs estão crescendo como canal de acesso.
Essa tendência mostra que os videocasts estão se aproximando da lógica televisiva, transformando-se em um novo tipo de programa de entretenimento sob demanda.
O Spotify está acompanhando essa tendência?
Sim. Entre 2024 e 2025, o Spotify registrou aumento de 70% no consumo de videocasts.
Hoje, sete dos dez programas mais populares já têm versão em vídeo.
Esse salto reflete uma mudança cultural.
Os espectadores querem ver expressões, gestos e reações — elementos que aumentam a sensação de autenticidade e conexão com quem fala.
Os videocasts estão redefinindo o que significa “ouvir” um conteúdo.
Por que os videocasts são tão relevantes para as marcas?
Porque eles unem atenção, confiança e intenção de compra.
De acordo com a Nielsen Brasil:
- Dois em cada três ouvintes prestam mais atenção aos anúncios em podcasts do que na TV.
- 48% afirmam que são mais propensos a comprar após a recomendação de um apresentador.
A Kantar reforça esse poder: campanhas que combinam áudio e vídeo têm 60% mais eficiência que os formatos tradicionais.
Para as marcas, isso significa um novo território de influência, com audiência engajada e receptiva a mensagens de valor.
Como os anunciantes estão se adaptando?
As marcas estão investindo em estratégias híbridas, que combinam storytelling e performance.
Anúncios em podcasts e videocasts ganham força porque o público escolhe ouvir — e isso muda a relação com a mensagem.
Além disso, o custo de produção é competitivo, e o formato permite mensagens mais humanas, longas e contextuais.
O criador se torna embaixador da marca, gerando identificação e credibilidade.
Essa combinação é rara no marketing digital atual.
O que o futuro reserva para esse formato?
Os videocasts estão no centro da nova economia da atenção.
Eles combinam imersão emocional, narrativa visual e relação de confiança — três pilares essenciais para o marketing moderno.
Com o avanço das smart TVs e do consumo multiplataforma, o formato tende a ocupar o espaço que antes era da TV tradicional.
As marcas que entrarem agora poderão formar comunidades em torno de seus valores e histórias.
Em resumo: o futuro do conteúdo é falado, mostrado e sentido.