Microsoft encara agentes de IA como “copilotos que podem ampliar as capacidades humanas”

A Microsoft vem apostando em uma nova geração de inteligência artificial que vai além de responder comandos ou sugerir correções. São os chamados agentes de IA, capazes de agir de forma autônoma em tarefas específicas, entendendo o contexto e aprendendo com o tempo. Durante o Evento ProXXIma 2025, Priscyla Laham, CEO da Microsoft no Brasil, explicou que a empresa enxerga esses sistemas como “copilotos” que ampliam as capacidades humanas, assumindo atividades operacionais e permitindo que as pessoas se concentrem em decisões mais estratégicas.

Essa distinção entre assistentes e agentes ajuda a entender a evolução da tecnologia. Enquanto os assistentes, como o Copilot do Microsoft 365, ajudam no dia a dia com resumos de reuniões e organização de tarefas, os agentes são mais especializados, podendo atuar como um funcionário adicional em áreas como recursos humanos, compliance e análise de dados. A diferença está na autonomia: os agentes tomam decisões com base no que aprendem, sem depender da interação constante com o usuário.

A estratégia da empresa para expandir o uso desses sistemas inclui tornar a IA acessível mesmo para quem não tem conhecimento técnico. Isso se reflete tanto no design das ferramentas quanto na proposta de capacitar milhões de brasileiros nos próximos anos. De acordo com dados da própria Microsoft, o plano é oferecer letramento em inteligência artificial para cinco milhões de pessoas no Brasil até 2028, além de investir R$14,7 bilhões em infraestrutura de nuvem e IA no país, criando a base para que mais empresas desenvolvam soluções locais.

Essa abordagem também responde a uma mudança maior: a forma como empresas se relacionam com dados e criatividade. A Microsoft aposta que a IA não substitui o pensamento criativo, mas ajuda a personalizar em escala, integrando fontes de dados fragmentadas e acelerando processos. A ideia central, como destacou Priscyla Laham, é democratizar o uso da inteligência artificial para que o Brasil consiga aproveitar essa janela de oportunidade tecnológica e se torne mais competitivo nos próximos anos.