Empresas priorizam IA para 2026, mas 77% investem pouco e enfrentam barreiras culturais e estratégicas para gerar resultados reais.
A Inteligência Artificial deixou de ser tendência e passou a ocupar o topo das prioridades corporativas no Brasil. Segundo a pesquisa Panorama 2026, realizada pela Amcham Brasil em parceria com a Humanizadas, a maioria das empresas já reconhece o papel central da IA no futuro dos negócios.
Mas há um contraste evidente entre intenção e prática. Enquanto o discurso sobre inovação ganha força, os investimentos, a capacitação e a execução estratégica ainda estão aquém do necessário. As companhias querem evoluir, mas enfrentam barreiras culturais e estruturais que limitam o impacto real da tecnologia.
Neste artigo, você vai descobrir por que a IA é a principal prioridade empresarial para 2026, quais obstáculos impedem seu avanço e como as organizações podem agir agora para transformar planos em resultados concretos.
O que a pesquisa Panorama 2026 revelou sobre Inteligência Artificial nas empresas?
A pesquisa Panorama 2026, conduzida pela Amcham Brasil e pela Humanizadas, mostra que a Inteligência Artificial (IA) já é a principal prioridade corporativa para os próximos anos.
Mas o entusiasmo ainda não se traduziu em resultados.
Segundo o estudo, 77% das empresas investem no máximo 2% do orçamento em IA, e 61% dos líderes afirmam não ter percebido ganhos relevantes até agora.
Por que a IA ainda não gera o impacto esperado nos negócios?
A pesquisa mostra que os entraves não são apenas técnicos.
Eles estão, principalmente, na gestão e na cultura organizacional.
O estudo aponta cinco barreiras principais:
- Dificuldade na execução das estratégias;
- Resistência à mudança;
- Falta de preparo das lideranças;
- Dados internos de baixa qualidade;
- Falta de capacitação técnica.
Mesmo com ferramentas disponíveis, muitas empresas ainda não criaram um ambiente adequado para aplicar a IA com consistência.
O que define o sucesso da IA dentro das organizações?
O sucesso depende menos do acesso à tecnologia e mais de como ela é incorporada ao cotidiano.Empresas que colhem resultados investem em três pilares:
- Dados bem estruturados: sem dados limpos e confiáveis, a IA falha;
- Lideranças preparadas: são elas que traduzem tecnologia em estratégia;
- Cultura de inovação: o ambiente precisa aceitar mudança, erro e aprendizado.
Quando esses elementos se alinham, a IA deixa de ser apenas uma promessa e se torna parte do motor de crescimento do negócio.
Qual é o principal erro das empresas na adoção da IA?
O erro mais comum é tratar a IA como projeto isolado, e não como transformação estrutural.
Muitas companhias implementam soluções pontuais — chatbots, automações, painéis de dados — sem integrar tudo a uma estratégia unificada.
Isso faz com que o impacto seja pequeno e os resultados, superficiais.
Como as empresas podem transformar intenção em resultado?
A ação precisa começar agora.
Empresas que reorganizarem sua gestão e formarem pessoas para lidar com a IA terão saltos de produtividade nos próximos dois anos.
Enquanto isso, quem não agir corre o risco de ver a janela de oportunidade se fechar.
A chave é agir com velocidade e propósito — não apenas reconhecer a importância da IA, mas aplicá-la de forma prática e mensurável.
Qual é o futuro da Inteligência Artificial nas organizações?
A IA não é mais o futuro — ela é o presente da transformação empresarial.
Mas seu sucesso depende da capacidade humana de integrar tecnologia, cultura e propósito.
Empresas que enxergam a IA como aliada da estratégia e não substituta da liderança vão dominar o próximo ciclo econômico.
Porque a IA não substitui a visão. Ela amplifica quem sabe o que fazer com ela.