Uma das tendências mais fortes para o segundo semestre de 2025 é a consolidação das buscas feitas diretamente em plataformas de inteligência artificial. Em vez de usar apenas o Google tradicional, muitos consumidores já recorrem a sistemas como ChatGPT ou Perplexity para resolver demandas completas, desde encontrar um hotel até reservar e sugerir passeios próximos. Esse movimento levou empresas a investir em Answer Engine Optimization (AEO), estratégia criada para tornar conteúdos mais visíveis nos resultados gerados por IA.
Outro caminho em expansão é o uso de agentes de IA para compras. Cada vez mais, consumidores permitem que esses assistentes façam parte do processo de decisão, filtrando produtos por preço, disponibilidade e avaliações. A expectativa é que, já nas próximas grandes datas do varejo, como Black Friday e Natal, esse comportamento pese bastante nas vendas online, forçando marcas a pensarem não só no cliente humano, mas também em como suas ofertas chegam até os algoritmos.
O segundo semestre também deve ser marcado pela reação contra o excesso de conteúdos genéricos gerados por IA, conhecidos como “AI slop”. Esse volume tende a gerar fadiga e desconfiança, incentivando consumidores a valorizar produções humanas e exigir mais transparência sobre a origem do que consomem. Para as marcas, isso representa a chance de se diferenciar ao apostar em autenticidade e clareza.
Por fim, a inteligência artificial deve deixar de ser vista apenas como uma ferramenta de apoio para se tornar parte central das operações de negócios. Em vez de auxiliar em tarefas isoladas, ela começa a assumir funções mais complexas, com papel estratégico no planejamento e execução. Esse movimento pode redefinir a forma como empresas trabalham e abrir espaço para grandes aquisições no setor, com gigantes de tecnologia de olho em startups que estão inovando em edição de vídeo e modelos de linguagem.