Empresas brasileiras começam a adotar IA Agêntica para automatizar decisões

A inteligência artificial agêntica, considerada uma evolução em relação às versões mais conhecidas da tecnologia, já começa a ganhar espaço no Brasil. De acordo com levantamento da IDC em parceria com a Intel, divulgado pelo portal Mobile Time, 15% das grandes empresas brasileiras já utilizam esse tipo de solução em suas operações. Diferente da IA tradicional ou da generativa, a agêntica é capaz de automatizar processos de forma integrada, tomando decisões autônomas a partir da conexão entre diferentes sistemas.

Os setores que mais enxergam benefícios imediatos são os de operações de TI, segurança digital e desenvolvimento de software. Isso porque a IA agêntica consegue lidar com tarefas complexas que exigem não apenas análise de dados, mas também ação prática e coordenada, como monitorar riscos de segurança em tempo real ou otimizar fluxos de desenvolvimento sem intervenção humana.

O estudo mostra ainda que 58,7% das grandes empresas brasileiras já trabalham com IA tradicional, baseada em técnicas como machine learning, enquanto 55,3% adotam soluções generativas, voltadas para a criação de textos, imagens e códigos. A chegada da IA agêntica amplia esse leque, mas também evidencia desafios: 21,4% das empresas ainda não fizeram um inventário completo de seus dados, etapa essencial para que qualquer modelo de inteligência artificial funcione de forma eficiente.

No cenário continental, a pesquisa ouviu 462 companhias do Brasil, EUA, Canadá e México. O resultado aponta que 451 delas relataram ganhos de produtividade com o uso de IA, em média de 20%, chegando em alguns casos a quase 50%. O avanço da IA agêntica pode ser decisivo para manter as empresas brasileiras competitivas, já que a IDC estima que os gastos com inteligência artificial nas Américas vão crescer 32,9% ao ano até 2028, alcançando 477,8 bilhões de dólares.