AI mode: como a nova busca do Google quer mudar a forma de pesquisar do usuário

O Google deu mais um passo na corrida da inteligência artificial com o lançamento do AI Mode, ferramenta que promete transformar a experiência de busca online. A novidade foi projetada para oferecer respostas mais completas, contextualizadas e organizadas, evitando que o usuário precise abrir vários links até encontrar a informação desejada. O recurso funciona a partir do modelo de linguagem Gemini 2.5 e se destaca por interpretar perguntas complexas e apresentar resumos que integram dados de fontes confiáveis.

O grande diferencial do AI Mode está na forma como processa as pesquisas. Em vez de retornar apenas uma lista de páginas, o sistema divide a pergunta em partes, faz múltiplas buscas simultâneas e cruza os resultados para montar uma resposta estruturada. Isso significa que, ao pesquisar sobre a diferença entre dois produtos, por exemplo, o usuário pode receber uma tabela comparativa diretamente na tela. Além disso, é possível interagir com o sistema por voz, texto ou imagem, e continuar a conversa com perguntas complementares.

Outro ponto relevante é a personalização. O AI Mode aprende com o histórico e as preferências de cada usuário para ajustar as respostas ao longo do tempo. Ainda em fase de testes, o recurso está disponível apenas em inglês, nos Estados Unidos, para maiores de 13 anos, por meio do Search Labs. Apesar de seu potencial, ele ainda apresenta limitações. Segundo testes do The New York Times, o AI Mode errou em dados como preços e localizações, o que reforça a importância do feedback dos usuários nessa fase inicial.A proposta do Google com o AI Mode é clara: oferecer uma experiência de busca mais direta e eficiente diante da avalanche de informações online. Ainda que precise evoluir em precisão, a ferramenta reflete um movimento mais amplo de reformulação das formas de acessar conhecimento, especialmente em um cenário em que a atenção é cada vez mais disputada.