A enxurrada de comunicações de marketing está desgastando os consumidores, levando 70% deles a cancelar a assinatura de pelo menos três marcas nos últimos três meses, segundo o estudo “Consumer Marketing Fatigue Report”, da Optimove Insights. O e-mail é apontado como o canal mais incômodo por 37% dos entrevistados, enquanto mensagens irrelevantes contribuem para a desconexão do público. No entanto, a personalização ainda é um fator decisivo: 81% afirmam abrir e-mails quando o conteúdo está alinhado aos seus interesses, e 67% têm maior probabilidade de compra quando as recomendações são baseadas em seu histórico de consumo.
Para evitar a fadiga de marketing, marcas precisam adotar abordagens mais estratégicas, entregando mensagens no momento certo. A inteligência artificial surge como uma ferramenta importante nesse cenário, sendo vista com bons olhos por 59% dos consumidores, que confiam mais em empresas que utilizam IA para personalizar suas experiências. Além disso, o estudo aponta que 76% dos consumidores interagem regularmente com suas marcas favoritas, mas 47% experimentam novas marcas semanalmente, indicando que retenção e inovação precisam caminhar juntas.
Um conceito que tem ganhado destaque é o chamado “Positionless”, em que as marcas adotam uma abordagem mais flexível e baseada em dados para otimizar sua comunicação. Empresas que seguem essa estratégia não se limitam a um único canal ou modelo de segmentação, mas utilizam insights em tempo real para ajustar campanhas de forma dinâmica. O foco está na criação de interações mais relevantes, eliminando comunicações invasivas e promovendo um engajamento mais genuíno.
A IA generativa potencializa esse processo, permitindo ajustes automáticos nas campanhas conforme os consumidores interagem. Em vez de um marketing estático e repetitivo, a tecnologia possibilita uma abordagem fluida e responsiva, garantindo que cada mensagem tenha propósito e impacto real. Dessa forma, marcas que investem em personalização inteligente e experiência do cliente tendem a construir um relacionamento mais duradouro e menos suscetível ao desgaste da comunicação excessiva.