Colaboradores no centro: como marcas estão transformando suas equipes em influenciadores

Para ampliar seu alcance nas redes sociais e estabelecer conexões mais autênticas com o público, algumas marcas estão apostando nos próprios colaboradores como criadores de conteúdo. A Petrobras e a Chilli Beans são exemplos recentes dessa tendência, que une marketing de influência e engajamento interno. Em vez de buscar apenas influenciadores tradicionais, essas empresas estão formando “squads” com quem já vive o dia a dia da marca, com ações estruturadas e resultados mensuráveis.

Nos Postos Petrobras, o projeto #SóVemQueEuPosto convida frentistas, gerentes e atendentes da rede BR Mania a se tornarem influenciadores. O programa oferece missões específicas ligadas a campanhas da empresa. Os participantes criam vídeos e são recompensados com base no desempenho de cada conteúdo. A ideia é valorizar os mais de 80 mil colaboradores da rede e, ao mesmo tempo, impulsionar a presença digital da marca com mensagens mais espontâneas e conectadas ao cotidiano dos postos.

Já a Chilli Beans lançou o movimento Chilli Creators, reunindo 250 colaboradores e consumidores para formar o primeiro grupo de criadores da marca. Os participantes têm acesso gratuito a uma formação específica sobre criação de conteúdo e passam a integrar ações estratégicas da empresa. Os colaboradores concorrem a prêmios por desempenho, enquanto o público também é incentivado com brindes e experiências. A proposta parte do conceito de “employee generated content”, ou seja, conteúdo feito por quem já representa a marca no dia a dia.

Esses casos mostram como o marketing de influência está se adaptando a novas formas de representação. Ao dar protagonismo a quem já conhece a operação por dentro, as empresas não apenas ampliam seu alcance, mas também constroem narrativas mais legítimas e próximas da realidade dos consumidores. Além disso, essa abordagem tende a gerar maior engajamento e senso de pertencimento entre os próprios colaboradores.