Os brasileiros estão destinando cada vez mais parte de sua renda a serviços de assinatura, segundo a Pesquisa de Assinaturas 2025. O levantamento mostra que, no último ano, 35% dos consumidores aumentaram seus gastos nesse modelo, que vai muito além do streaming de filmes e música, incluindo também academias, planos de saúde, seguros e até serviços básicos como gás. A tendência deve se intensificar: até 2030, quase metade dos entrevistados (48%) pretende ampliar esse tipo de despesa.
O entretenimento continua liderando as escolhas, com 73% dos consumidores assinando plataformas de vídeo e 45% de música. No entanto, o estudo revela um crescimento expressivo em serviços ligados ao dia a dia. Academias e aplicativos de comida já são citados por 40% dos entrevistados, enquanto planos de saúde aparecem em 43%, armazenamento em nuvem em 35% e educação em 29%. Esses números indicam que a lógica da assinatura, antes concentrada no lazer, está se consolidando como parte da rotina.
O valor destinado também mostra como o modelo ganhou espaço nos orçamentos domésticos: 56% dos brasileiros gastam entre R$ 51 e R$ 200 por mês em assinaturas. Esse formato atrai pela conveniência e previsibilidade, permitindo ao consumidor planejar melhor seus gastos. Ainda assim, a pesquisa aponta que a insatisfação é um fator de peso, já que 49% dos entrevistados cancelaram pelo menos um serviço e 39% admitem não usar com frequência o que contratam.
A forma de pagamento também revela mudanças no comportamento do consumidor. O cartão de crédito ainda predomina, mas apenas 24% dizem confiar totalmente em cadastrar seus dados online, o que abre espaço para alternativas como Pix e débito, principalmente entre os mais jovens. Para as empresas, o desafio será equilibrar preço, qualidade da experiência e segurança.