A expansão do comércio eletrônico no Brasil esbarra em um obstáculo: o medo de fraudes. Segundo levantamento da FEBRABAN, 80% dos brasileiros temem ser vítimas de golpes online, e mais de um terço vê as compras pela internet como a atividade mais arriscada em termos de vazamento de dados. Mesmo com o avanço da tecnologia e o crescimento das vendas digitais, a desconfiança persiste — especialmente quando o consumidor se depara com sites pouco conhecidos ou sem garantias visíveis de segurança.
Esse temor tem impacto direto nos resultados das empresas. A ausência de selos de criptografia como SSL, de políticas claras sobre uso de dados e de canais confiáveis de atendimento alimenta a insegurança, afastando potenciais clientes no momento da finalização da compra. A percepção de risco se intensifica quando o consumidor precisa inserir dados sensíveis, como número de cartão ou CPF, principalmente em contextos de recorrentes notícias sobre golpes e vazamentos de informações.
Dados do mesmo estudo indicam que o aumento nos casos de fraudes digitais está tornando o consumidor mais seletivo. Em vez de simplesmente comparar preço ou prazo de entrega, muitos usuários passaram a considerar como critério decisivo a reputação da loja e os mecanismos de proteção oferecidos. E isso tem forçado o setor a rever prioridades: garantir uma navegação segura e mostrar, de forma clara, como os dados do usuário são protegidos passou a ser tão importante quanto oferecer frete grátis ou descontos agressivos.
O desafio agora é ampliar o acesso à tecnologia de segurança e adotar uma comunicação mais transparente sobre privacidade e proteção de dados. Empresas que implementam sistemas robustos de autenticação, exibem selos de confiança reconhecidos e explicam como os dados são usados tendem a conquistar mais rapidamente a confiança do consumidor. Em um cenário de alta competitividade, ganhar essa confiança é o primeiro passo para transformar visitantes em compradores fieis.