Anunciar no Instagram e Facebook vai ficar mais caro em 2026

A partir de janeiro de 2026, empresas que utilizam os anúncios da Meta no Brasil precisarão arcar com um acréscimo de cerca de 12,15% no valor das campanhas. A mudança ocorre porque a companhia deixará de absorver tributos como PIS/Cofins (9,25%) e ISS (2,9%), repassando-os diretamente aos anunciantes. Embora esses impostos já fossem cobrados, até agora era a própria Meta que custeava esse valor.

Esse reajuste deve impactar especialmente pequenos e médios negócios, que dependem de anúncios digitais para gerar vendas e costumam operar com margens menores. Para ilustrar, uma campanha de R$1.000 passará a custar aproximadamente R$1.138 no modelo pós-pago. Já no pré-pago, quando o anunciante coloca R$1.000 de crédito, apenas R$878,50 estarão de fato disponíveis para impulsionar conteúdos, já que o restante será usado para cobrir os tributos.

O contexto ajuda a entender a dimensão da mudança. O Brasil é um dos maiores mercados de publicidade digital do mundo e movimentou US$8,68 bilhões em 2024, com expectativa de crescimento de dois dígitos até 2026. Diante desse cenário, muitas empresas terão de revisar seus planejamentos de mídia e pensar em como equilibrar investimento e retorno, sem depender apenas do impulsionamento pago.

Outro ponto a ser observado é que a reforma tributária também começa a entrar em vigor em 2026. Nesse período, as notas fiscais dos anúncios passarão a trazer novos impostos como CBS e IBS, mas inicialmente apenas para fins de teste. Ou seja, não há cobrança imediata, mas já é um sinal de que o ambiente tributário vai continuar em transformação e os anunciantes precisarão acompanhar de perto essas mudanças para não serem pegos de surpresa.