Ansiedade climática molda escolhas da geração Z

Um estudo publicado na The Lancet Planetary Health revelou que a ansiedade climática está impactando profundamente os jovens de 16 a 25 anos. Entre os 15.793 participantes da pesquisa, 85% relataram estar pelo menos moderadamente preocupados com as mudanças climáticas, sendo que 58% estão muito ou extremamente inquietos. Essa preocupação está crescendo e atravessa linhas políticas, com 73% dos jovens indicando que votarão em candidatos comprometidos com políticas climáticas mais rígidas, desafiando estereótipos partidários.  

As mudanças climáticas também estão influenciando decisões de vida. Cerca de 69% dos jovens afirmaram que o clima afetará onde irão morar, enquanto 67% mencionaram que impactará suas escolhas de carreira. Além disso, 52% se sentem hesitantes em ter filhos devido às incertezas climáticas. No âmbito mental, 43% relataram impactos negativos na saúde emocional, com 38% afirmando que esses sentimentos afetam sua capacidade de trabalhar, estudar, dormir e manter relações.  

Os participantes responsabilizam principalmente as indústrias (89%) e o governo (86%) tanto pelas causas quanto pela solução da crise climática, demonstrando expectativas por ações sistêmicas e coletivas. Além disso, 67% dos jovens afirmaram que escolherão futuros empregadores com base no compromisso ambiental, o que pode redefinir dinâmicas de recrutamento e retenção de talentos no futuro.  

Esses dados mostram como a crise climática não apenas preocupa, mas também orienta decisões fundamentais da Geração Z, transformando comportamentos e prioridades e criando novos desafios e oportunidades para governos e empresas.