Em 2026, consumidores buscam menos telas e mais experiências reais. Entenda como o físico e a IA vão redefinir a jornada das marcas.
Durante anos, o digital foi sinônimo de eficiência e escala. Agora, ele começa a gerar saturação.
Em 2026, o consumidor deixa um recado claro: menos estímulo, mais presença real.
Essa mudança não é pontual. Ela é estrutural.
O Excesso Digital Virou Ruído
Depois de mais de uma década de hiperconexão, o cansaço se tornou coletivo.
Não importa a idade. Nem o nível de familiaridade com tecnologia.
Dados do relatório Signals from the Stage, apresentado na ANA Masters of Marketing Conference, mostram que 70% dos profissionais de marketing já enxergam a necessidade de investir mais em experiências físicas.
O consumidor mudou. E o mercado começa a correr atrás.
O Físico Voltou a Gerar Valor Estratégico
Experiências presenciais deixaram de ser acessórias.
Hoje, elas funcionam como marcadores culturais.
- 77% da Geração Z e dos Millennials já planejaram viagens apenas para visitar uma loja.
- 73% dizem que eventos e pop-ups criam sensação real de pertencimento.
Não é sobre vender mais. É sobre significar mais.
Quando o Offline Vira Diferencial Competitivo
Até formatos considerados obsoletos retornam com força simbólica.
- 79% dos Millennials gostam de receber catálogos impressos.
- 64% da Geração Z usam esses materiais como decoração.
Em um mundo dominado por telas, o físico desacelera. E exatamente por isso, se destaca.
Tecnologia Não Sai de Cena. Ela Muda de Função
Esse movimento não representa rejeição ao digital. Representa reorganização de papéis.
Entre os jovens, 63% acreditam que compras, pesquisas e planejamentos serão feitos por agentes de IA, sem ações manuais.
Enquanto o consumidor vive mais no mundo real, a IA assume o trabalho invisível.
A Nova Jornada Começa Antes do Consumidor
Cada vez mais, marcas serão descobertas por algoritmos antes de pessoas. Isso muda tudo.
Por isso, 53% dos profissionais defendem conteúdos pensados para interfaces conversacionais de IA.
Clareza, estrutura e contexto deixam de ser detalhes técnicos. Passam a ser estratégia.
Ao mesmo tempo, 71% apontam ética e privacidade como prioridades urgentes.
O Jogo de 2026 Não É Digital vs. Físico
É integração inteligente.
O mundo físico volta a ser palco de conexão emocional e cultural.
A inteligência artificial redefine descoberta, escolha e conveniência.
No fim, o consumidor quer algo simples: menos ruído, mais sentido e marcas que entendam quando estar presentes — e como.
FAQ – Perguntas Frequentes sobre consumo de marcas em 2026
Por que os consumidores querem mais experiências físicas em 2026?
Porque estão cansados do excesso de telas e buscam conexões mais reais e memoráveis.
O mundo físico voltou a ser importante para as marcas?
Sim. Eventos, lojas e experiências presenciais fortalecem vínculos emocionais e culturais.
A tecnologia perdeu espaço nesse cenário?
Não. A tecnologia muda de função e passa a operar nos bastidores, via inteligência artificial.
Qual será o papel da IA na jornada do consumidor?
A IA deve conduzir compras, pesquisas e decisões, muitas vezes antes do contato humano.
O que as marcas precisam fazer agora?
Equilibrar presença física relevante com conteúdos preparados para serem entendidos por sistemas de IA.