Descubra por que “parassocial” é a palavra do ano de 2025 e como esse fenômeno redefine comportamento, consumo, influência e a relação entre pessoas, marcas e inteligências artificiais.
As relações digitais nunca foram tão emocionais. E, agora, o termo “parassocial” se tornou a palavra do ano de 2025 segundo o Dicionário de Cambridge. A escolha revela um movimento estratégico no comportamento online. Além disso, indica como consumidores se conectam com influenciadores, celebridades e inteligências artificiais de forma intensa e, muitas vezes, unilateral.
À medida que grupos, algoritmos e plataformas ampliam essas conexões, as relações parassociais deixam de ser exceção e se tornam parte essencial da cultura digital. Por isso, compreender esse fenômeno é fundamental para marcas, criadores e organizações que desejam se manter relevantes.
O que significa “parassocial” e por que a palavra explodiu em 2025
“Parassocial” descreve uma relação emocional unidirecional, na qual o indivíduo sente proximidade com alguém que não o conhece. Isso inclui celebridades, influenciadores e até inteligências artificiais.
Em agosto de 2025, o termo atingiu o maior volume de buscas na história do dicionário. Isso ocorreu após o noivado de Taylor Swift, que desencadeou reações globais. Fãs comentaram o evento usando expressões como “não estou sendo parassocial sobre isso”. Assim, o conceito invadiu o vocabulário cotidiano.
E por que isso importa? Com mais de 350 milhões de usuários anuais e 1,5 bilhão de páginas acessadas, o Cambridge se torna um termômetro confiável do que ganha relevância social.
Um termo antigo que ganhou novo significado nas redes sociais
Embora a palavra “parassocial” exista desde 1956, as plataformas digitais intensificaram esse tipo de vínculo. Com rotinas de consumo contínuo e algoritmos personalizando conteúdo, sentimentos unilaterais se tornam mais profundos.
Pesquisas da Universidade de Cambridge indicam que esse tipo de relação influencia, inclusive, as decisões de compra. Afinal, muitos consumidores acreditam que conhecem os influenciadores quase como conhecem os próprios amigos.
Consequentemente, confiança e afinidade emocional se tornam ativos estratégicos.
Geração Z confia mais em influenciadores do que em marcas
Segundo um relatório da Morning Consult, 54% da Geração Z confia mais em influenciadores do que em marcas. Esse dado muda o jogo.
Marcas que ignoram essa dinâmica perdem espaço. Enquanto isso, influenciadores ganham autoridade emocional e capacidade de orientar escolhas. Por isso, estratégias de marca precisam considerar relacionamentos afetivos, e não apenas mensagens diretas.
A relação parassocial agora inclui inteligências artificiais
Além de influenciadores e celebridades, o Cambridge reconhece que IAs generativas também podem se tornar objetos de vínculos parassociais.
O Pew Research Center mostra que 27% dos usuários frequentes de chatbots atribuíram características humanas às ferramentas. Ou seja, as pessoas começam a interagir com a IA como se ela tivesse intenção, personalidade e emoções.
Assim, a tecnologia deixa de ser apenas funcional e passa a integrar o campo emocional.
A força emocional que sustenta o consumo digital
A GWI revela que 74% das pessoas seguem influenciadores devido à conexão emocional, não apenas pelo conteúdo. Como resultado, essa intimidade percebida cria ciclos de engajamento contínuo e fidelidade duradoura.
No entanto, essa dinâmica pode ser ambígua. Embora fortaleça vínculos, ela também pode gerar expectativas irreais e relações desequilibradas. Além disso, algoritmos reforçam o comportamento ao mostrar conteúdos que alimentam a mesma narrativa emocional.
Quando vínculos unidirecionais moldam decisões e comportamentos
Centros de pesquisa indicam que relações parassociais podem ser positivas. Elas ajudam no senso de pertencimento e na busca por referências. Contudo, também podem se tornar intensas demais.
O Cambridge alerta que, em ambientes digitais acelerados, essas relações frequentemente se tornam desequilibradas. Isso acontece porque plataformas ampliam a exposição a celebridades e criadores. Portanto, o impacto psicológico também cresce.
A palavra do ano revela a lógica das conversas online
A escolha de “parassocial” também destaca como as pessoas constroem identidade nas redes. A evolução do vocabulário digital prova isso.
O Cambridge adicionou mais de 6 mil novas palavras em 2025, incluindo termos como “slop”, associado a conteúdo de baixa qualidade gerado por IA. Essas mudanças mostram como a cultura digital se expande rapidamente.
Além disso, comunidades inteiras se formam em torno de celebridades, eventos e narrativas pessoais. Esses grupos reagem a anúncios, polêmicas e até eventos íntimos. Isso reforça a profundidade das conexões unilaterais.
Por que marcas precisam entender o fenômeno parassocial agora
O crescimento das relações parassociais mostra que emoções moldam preferências e conversas. Mesmo sem reciprocidade, esses vínculos influenciam o consumo e definem reputações.
Portanto, marcas que compreendem a lógica parassocial têm vantagem competitiva. Elas conseguem comunicar com mais empatia, construir conexões reais e criar experiências mais humanas em um ambiente mediado por tecnologia.
FAQ — Perguntas Frequentes sobre o Fenômeno Parassocial
1. Por que “parassocial” se tornou a palavra do ano?
Porque o termo ganhou relevância global após eventos culturais e análises comportamentais que mostraram seu impacto nas redes.
2. O que é uma relação parassocial?
É uma relação emocional unilateral entre uma pessoa e uma figura pública, influenciador, personagem ou IA.
3. Relações parassociais são sempre negativas?
Não. Elas podem criar conexão e pertencimento, mas podem gerar expectativas irreais.
4. Influenciadores realmente influenciam decisões de consumo?
Sim. Estudos mostram que a Geração Z confia mais em influenciadores do que em marcas tradicionais.
5. É possível ter relação parassocial com IA?
Sim. Cada vez mais usuários projetam traços humanos em chatbots e modelos generativos.
6. Como marcas podem responder a esse comportamento?
Com comunicação mais humana, estratégias baseadas em confiança e criação de vínculos consistentes.