Como o consumidor irá se comportar na Black Friday?

Mudanças no comportamento, influenciadas pela pandemia, devem permanecer e se consolidar, de acordo com estudo da Le Fil


A Black Friday, período de grandes descontos no varejo, vem se consolidando mais a cada ano como um período aguardado e de aquecimento das vendas antes do Natal para o comércio. Entretanto, para este ano, as estratégias de marketing para a data devem se alinhar com as expectativas do consumidor. Isto porque os hábitos e comportamentos de consumo que mudaram durante a pandemia devem se consolidar e o ticket médio investido pode ser menor do que o esperado pelo mercado. Isso é o que mostra o estudo “Black Friday 2020: como os consumidores vão se comportar” realizado pela Le Fil, com base em dados coletados entre agosto e setembro deste ano.

O estudo avaliou em que espaços/locais os clientes pretendem realizar compras, a que segmentos os produtos procurados pertencem, a faixa de preço que se espera gastar, se serão fiéis a marcas conhecidas, entre outros aspectos. Os e-commerces foram indicados como locais preferidos para realização de compras na Black Friday 2020: 56% dos pesquisados realizará suas compras online. As pessoas relatam suas preferências pelo site, usando com menos frequência os aplicativos. As lojas físicas aparecem na terceira posição, com apenas 17,2% dos pesquisados.

Com a preferência pelo e-commerce, associar benefícios à compra pode ser um diferencial e fator decisivo para realizar a venda. O frete grátis é o benefício mais atrativo segundo os participantes, opção de escolha de 44,4% do pesquisados, seguido pela opção de desconto adicional na compra de mais um item (17,9%). O cashback, grande aposta do varejo nos últimos tempos, não desponta como fator de atratividade à compra, sendo apontado como diferencial por apenas 10,5% dos entrevistados.

A consulta também mostrou que o público não tem preferência certa sobre o lugar onde comprar. Ele é fiel à melhor oferta. A pesquisa de preços é uma prática consolidada e será realizada em lojas que os consumidores já são clientes e também onde nunca realizaram uma compra. Cerca de 59% estão dispostos a comprar em lojas onde não são clientes. Apenas 14,8% garantem a fidelidade e pretendem comprar apenas em lojas que já estão acostumados a consumir. “É uma oportunidade de conquistar e se relacionar com novos clientes”, comentou Socorro Macedo, diretora de negócios da Le Fil.

Quando questionados sobre que produtos desejam comprar nessa Black Friday, os participantes puderam apontar até três preferências.  Os eletrônicos estão no topo da lista, seguidos por itens de moda/acessórios e eletrodomésticos. Itens de livraria e papelaria ficam em quarto lugar. Os celulares aparecem apenas na sétima colocação. Os produtos que geraram menos interesse foram brinquedos, games e maquiagem.

O estudo mostrou que a ideia de que o consumidor usa a Black Friday para antecipar as compras do Natal não condiz totalmente com a realidade. Os itens comprados serão para uso do próprio consumidor pagante em 50,7% dos casos. Outros 33,5% demonstram interesse em comprar itens para presentear terceiros.

Outro aspecto avaliado foi o quanto os participantes pretendem investir nas compras. A maior parte (35,8%) pretende desembolsar entre R$100,00 e R$ 500,00 nas compras da Black Friday. Cerca de 26% pretendem gastar mais, de R$ 1 mil a R$ 3 mil. A maioria do público (51,2%) ainda não poupa dinheiro para realizar compras na data. No entanto, 29,6% já estão ou pretendem começar a poupar para as compras da Black Friday. Mesmo assim, entre os participantes, pelo menos 33,3% já sabem até o que irão comprar na data e estão aguardando os preços baixarem para efetuarem a compra. Outros 29,6% pretendem adquirir algo, mas não sabem quais itens ainda e podem demonstrar comportamento mais impulsivo em relação às compras.

Sobre o momento de realização da compra, apesar do varejo se antecipar à data, com campanhas ao longo de novembro, o público tende a esperar e aguardar mais ofertas. Apenas 6,2% costumam comprar desde o início de novembro. O comportamento mais comum é iniciar as compras na semana da Black Friday (33,3%), enquanto 15,4% esperam até a própria sexta-feira, considerado o dia de maiores promoções e descontos, para então realizar a compra. Os demais ainda não decidiram ou não pretendem realizar compras.

“Além dos indicadores mostrados pela pesquisa, a estratégia local de vendas também deve se atentar para a flexibilização das medidas de isolamento e o retorno das atividades comerciais, que estão seguindo ritmos diferentes em cada localidade. Conhecendo melhor o consumidor e fazendo as adequações necessárias será possível otimizar as vendas nesse período de grandes ofertas”, comenta Socorro.

Foram coletadas e avaliadas 162 respostas, por meio de questionário disparado por WhatsApp e redes sociais. O período considerado para as respostas vai de 25 de agosto de 2020 a 8 de setembro de 2020. Sob o aspecto demográfico, 79,6% dos entrevistados estão na faixa etária dos 18 aos 34 anos. Sendo quase 50% do público da faixa etária de 25 a 34 anos. Entre os participantes, as mulheres foram público majoritário, representando 60,5% do total das respostas analisadas. 

Baixe o estudo gratuitamente clicando aqui.

Deixe seu comentário